{"id":97,"date":"2014-08-11T21:33:06","date_gmt":"2014-08-12T01:33:06","guid":{"rendered":"https:\/\/alanon.mystaging.online\/wordpress\/?page_id=97"},"modified":"2015-05-06T21:27:20","modified_gmt":"2015-05-07T01:27:20","slug":"destacamento-de-artigos-do-forum","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/alanon.mystaging.online\/pt\/literature\/forum-article-detachment\/","title":{"rendered":"Artigo do F\u00f3rum - Desprendimento"},"content":{"rendered":"<p>O F\u00f3rum, a revista mensal do Al-Anon, cont\u00e9m muitas hist\u00f3rias pessoais de inspira\u00e7\u00e3o. Os artigos dos membros apresentam os seus pontos de vista e experi\u00eancias pessoais. As opini\u00f5es expressas aqui n\u00e3o s\u00e3o atribu\u00edveis ao Al-Anon como um todo. De acordo com a Tradi\u00e7\u00e3o Onze, as pessoas s\u00e3o identificadas apenas pelo primeiro nome e pelas \u00faltimas iniciais.<\/p>\n<h3 class=\"subHeader\">\"Sem desprendimento, fui presa enquanto o meu namorado estava na cadeia\"<\/h3>\n<p>Vim para a Al-Anon quando o meu namorado foi mandado para a pris\u00e3o. Pela primeira vez na minha vida, n\u00e3o consegui manter a ilus\u00e3o de controlo. ...<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-156 size-medium\" src=\"\/wp\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/Train-248x164.png\" alt=\"Comboio\" width=\"248\" height=\"164\" srcset=\"https:\/\/alanon.mystaging.online\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/Train-248x164.png 248w, https:\/\/alanon.mystaging.online\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/Train-256x170.png 256w, https:\/\/alanon.mystaging.online\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/Train-100x66.png 100w, https:\/\/alanon.mystaging.online\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/Train-150x99.png 150w, https:\/\/alanon.mystaging.online\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/Train-200x132.png 200w, https:\/\/alanon.mystaging.online\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/Train.png 300w\" sizes=\"(max-width: 248px) 100vw, 248px\" \/>Foi devastador para mim. Rastejei de joelhos para as salas do Al-Anon. Olhando para tr\u00e1s, sinto-me grato por ter entrado dessa forma. Agarrei o programa Al-Anon e agarrei-me a ele como a um bote salva-vidas. Isso salvou a minha vida. Vim para o Al-Anon quando o meu namorado foi mandado para a pris\u00e3o. Pela primeira vez na minha vida, n\u00e3o consegui manter a ilus\u00e3o de controlo.<\/p>\n<p>Quando o meu namorado (com quem acabei por casar) estava na pris\u00e3o, pus a minha vida em suspenso como se tamb\u00e9m estivesse na pris\u00e3o. Passei horas, meses e anos \u00e0 espera: \u00e0 espera de entrar para o ver, \u00e0 espera que ele telefonasse, \u00e0 espera que ele sa\u00edsse para que a minha vida pudesse recome\u00e7ar, \u00e0 espera que ele ficasse s\u00f3brio para que pud\u00e9ssemos fazer planos com os quais eu pudesse contar - \u00e0 espera que a vida que eu esperava finalmente aparecesse.<\/p>\n<p>Finalmente, tive uma epifania. Sou viciado em problemas - especialmente nos dele. Sempre pensei que era viciado em alco\u00f3licos, mas acontece que sou atra\u00eddo pelos alco\u00f3licos porque eles s\u00e3o uma fonte fi\u00e1vel de problemas - problemas com o emprego, dinheiro, pessoas, a lei ou a sa\u00fade.<\/p>\n<p>N\u00e3o creio que ser atra\u00eddo por problemas seja uma coisa m\u00e1 em si. Gosto de puzzles, mist\u00e9rios e enigmas. Se houver um dilema a resolver, fico feliz por ser uma caixa de resson\u00e2ncia. Mas, como qualquer tra\u00e7o de car\u00e1cter, levar essa atra\u00e7\u00e3o ao extremo revela rapidamente o seu lado negro. Ponham-me um problema \u00e0 frente e mais valia ser um alco\u00f3lico num bar escuro com um shot fresco a brilhar para ele. Tenho muita dificuldade em n\u00e3o o apanhar e deixar que o problema me consuma.<\/p>\n<p>Essa perce\u00e7\u00e3o deu-me uma nova consci\u00eancia de como o Primeiro Passo poderia funcionar na minha vida. Sou impotente perante os problemas dos outros. Assim que os apanho, a minha vida torna-se incontrol\u00e1vel. Com base nessa nova compreens\u00e3o, tive uma vis\u00e3o de como a minha depend\u00eancia dos problemas funciona na minha vida.<\/p>\n<p>Na minha vis\u00e3o, vejo o meu marido de p\u00e9 no centro de um par de carris de comboio. Ao longe, aproxima-se um comboio. \u00c0 medida que o comboio se aproxima, fico mais agitada. Come\u00e7o com avisos silenciosos: \"Olha, querido, um comboio\". Isso d\u00e1 lugar a uma repeti\u00e7\u00e3o alta e cada vez mais insistente, at\u00e9 que estou a gritar histericamente com ele: \"Um comboio, um comboio!\" Mas ele mant\u00e9m-se despreocupado, olhando para o lado, sorrindo como se fosse uma piada privada. Finalmente, o comboio chega at\u00e9 ele. N\u00e3o aguento mais e, em desespero, atiro-me para a frente do comboio. Sou esmagado, e ele afasta-se sem ser tocado - mais uma vez.<\/p>\n<p class=\"highbox\">\"Desta vez, deixei o comboio passar a correr. Quando ele passou por mim, senti o vento na cara, senti-o soprar o meu cabelo para tr\u00e1s e soube que estava onde devia estar - na plataforma com o meu Poder Superior, dando ao meu ente querido a dignidade de lidar com o seu pr\u00f3prio comboio.\"<\/p>\n<p>Durante anos, atirei-me para a frente daquele comboio, porque n\u00e3o conseguia suportar n\u00e3o o fazer. N\u00e3o sabia que n\u00e3o tinha de o fazer. Finalmente, com a ajuda do Al-Anon, tornou-se claro para mim que tinha de me afastar e deixar que o comboio o atingisse. Afinal de contas, o comboio \u00e9 dele; eu tenho os meus pr\u00f3prios comboios com que lidar.<\/p>\n<p>No ano passado, em consequ\u00eancia da sua doen\u00e7a, o meu marido teve um grande esgotamento, infringiu a lei e acabou por voltar para a pris\u00e3o. Desta vez, foi diferente. Desta vez, deixei o comboio passar a correr. Quando ele passou por mim, senti o vento na cara, senti que me soprava o cabelo para tr\u00e1s e soube que estava onde devia estar - na plataforma com o meu Poder Superior, dando ao meu ente querido a dignidade de lidar com o seu pr\u00f3prio comboio.<\/p>\n<p>Foi muito doloroso ver aquele comboio lev\u00e1-lo ao fundo. Mas, desta vez, n\u00e3o fui para a cadeia com o meu marido. Concentrei-me na minha pr\u00f3pria vida e encontrei a minha pr\u00f3pria alegria enquanto ele explorava o que espero que seja o seu fundo do po\u00e7o. Quando me senti tentada a intervir, a tentar tornar as coisas mais f\u00e1ceis para ele, ou a tentar viver a sua pris\u00e3o por ele ou com ele, lembrei-me de que foram as escolhas dele que o levaram \u00e0 pris\u00e3o - n\u00e3o as minhas.<\/p>\n<p>Hoje, o meu marido tem 15 meses de sobriedade nos A.A. Ter\u00e1 sido porque finalmente encontrei a for\u00e7a e a compreens\u00e3o para me manter afastada do seu caminho? Quem sabe? O que eu sei \u00e9 que, sem aquela crise e a oportunidade que me deu de praticar uma nova forma de reagir, n\u00e3o teria aprendido esta importante li\u00e7\u00e3o de desapego com amor - amor suficiente por mim mesma, para me impedir de saltar para a frente dos comboios dos outros.<\/p>\n<p>Por Lisa W., Pennsylvania<br \/>\nO F\u00f3rum, abril de 2010<\/p>\n<p>A revista mensal do Al-Anon, The Forum, cont\u00e9m muitas hist\u00f3rias pessoais de inspira\u00e7\u00e3o, algumas das quais s\u00e3o disponibilizadas todos os meses na Internet. Esta partilha foi reimpressa com a autoriza\u00e7\u00e3o de The Forum, Al-Anon Family Group Headquarters, Inc., Virginia Beach, VA.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>The Forum, Al-Anon&#8217;s monthly magazine, contains many personal stories of inspiration. Articles from members present their personal views and experiences. Opinions expressed here are not attributable to Al-Anon as a whole. 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